Nos bastidores, o movimento já é visto como escancarado. De um lado, mantêm a filiação e os espaços conquistados pela legenda. Do outro, caminham politicamente com quem está no campo oposto. Isso por que, de acordo com a legislação eleitoral brasileira, o mandato pertence ao partido e não ao vereador.
Dentro do próprio União Brasil, cresce a pressão por uma reação. Partidos têm autonomia para impor disciplina interna, e medidas como advertência, suspensão ou até expulsão estão no radar, especialmente quando a infidelidade deixa de ser discreta e passa a ser pública e reiterada.
Em um cenário de campanha acirrada e forte judicialização, como já demonstrado após a cassação do ex-prefeito André Júnior e a impugnação da candidatura de Fabrício Regis, atitudes como essa tendem a ser monitoradas com lupa.
No fim, o recado que circula nos bastidores é direto: rebeldia partidária tem preço: e pode custar caro.

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